POLITICA

MPLA abandona principal cabo eleitoral da Mabor "Matshuda Mandagui bloqueado

Publicado em: 28/10/2020 05:17:57
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O maior cabo-eleitoral do partido dos camaradas no município do Cazenga, em especial da comuna da Mabor, Matshuda Mandagui, nos últimos tempos, encontra-se abandonado (afastado) e diz ser até combatido e está sem poder contribuir para o sucesso das actividades das esferas políticas dos comités provincial de Luanda e central do MPLA, desde as últimas campanhas políticas que culminou com a eleição de João Lourenço.

Por: Angola Mangazine

Estima-se a última aparição deste mobilizador de multidões para o partido dos camaradas, aconteceu em Luanda, no passado dia 4 de março de 2017, no campo da Mabor Malha, no Cazenga, aquando da recepção do cabeça de lista do MPLA, João Manuel Gonçalves Lourenço, que foi acolhido com apoteose, o então candidato que veio a vencer às eleições de 2017, contando com amplo apoio das massas populares (eleitorado) do considerado um dos municípios mais populosos da capital do país quiça bastião do partido maioritário.

De um tempo à esta parte nota-se alguma falta de impacto nas actividades desenvolvidas pelo partido maioritário naquelas paragens, também motivado pela ausência da acção de Matshuda Mandagui, homem que domina grande parte das massas populares daquele município, uma vez que o mobilizador político controla inúmeros núcleos de activistas políticos no Cazenga - Mabor, é líder de opinão entre as comunidades religiosas (jovens), incentivador, promotor de artístas de diversas disciplinas e de desporto naquela zona suburbana.

Matshuda Mandagui que se filiou no MPLA em 1996, soube desde então dedicar-se no cumprimento das linhas orientadoras do seu partido, tendo por isso auxiliado em campanhas alguns políticos em notáveis aparições, como é o caso de Justino Fernandes, Job Pedro Castelo Capapinha, Bento Francisco “Bento Bento” e Fiel Didi enfrentando acirradas disputas políticas em torno da maior praça nacional eleitoral do país destronando à oposição.

Recorda-se que na mesma empreitada apoiou também actividades políticas de alguns comités provinciais do partido maioritário, ladeado de figuras como João Bernardo de Miranda no Bengo, Isaack Maria dos Anjos em Benguela e Paulo Pombolo no Uíge.

Matshuda Mandagui garantiu a este órgão de informação que apesar de sentir-se afastado e não estar ultimamente a participar das actividades de exaltação do MPLA, continua a controlar cerca de seis mil jovens, militantes dos camaradas e ávidos de participarem activamente em acções de progresso do partido.

O cabo-eleitoral do MPLA no cazenga lamentou o facto de ter sido bloqueado, ou seja, não tem sido permitido contribuir activamente na revitalização dos Comités de Acção do Partido (CAP) na localidade, a luz do processo de modernismo que decorre nas hostes dos camaradas. “Apesar de não ter ainda o voto de confiança de lideres dos comités municipais e em alguns secretariados provinciais do MPLA, desejo ser recebido pelo camarada Presidente do partido, João Manuel Gonçalves Lourenço, pra lhe transmitir boas ideias. Solicitei audiência e até agora não tenho resposta”, lamentou.

Apesar disso o político e maestro da Mabor reafirmou “sou um militante firme do MPLA e sempre disposto a dar o meu melhor para o crescimento das fileiras do meu partido. Mas gostava de receber mais atenção dos meus dirigentes quer do comité Provincial e Central, porque já estamos a trabalhar nas mentalidade, visando o reconhecimento do esforço empreendido na actual governação e do sentido orientador de votos para releição de João Lourenço como Presidente da República para mais um mandato, no sentido de consolidar o seu programa que visa desenvolver a nação angolana” defendeu.

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Por: Angola Magazine

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pedronjinga@gmail.com

Tal como aconteceu com os fazendeiros do Cuanza Sul, é do mesmo modo que fomos burlados em Bié-Nharêa.