POLITICA

UNITA descreve João Lourenço como um mau parceiro para a construção de um país inclusivo

Publicado em: 14/09/2020 03:34:52
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A UNITA maior força política na oposição em Angola, descreveu o Presidente da República João Lourenço como um mau parceiro para a construção de um país inclusivo, “Pátria mãe de todos os seus filhos, com instituições democráticas”.

A descrição foi feita pelo líder daquele partido, Adalberto da Costa Júnior durante uma entrevista concedida ao "Correio Angolense", quando lhe foi questionado, se a UNITA, estaria a concordar com o Presidente da República em relação ao mal que a corrupção faz a este país, mas parece discordar com a posição que ele assumiu em relação a alguns casos específicos. Tal é o caso ou casos envolvendo Isabel dos Santos e, porquê, que acha que o PR não estaria a seguir o caminho correcto.

No seu argumento, o líder do 'Galo Negro' diz que a corrupção é um mal que a UNITA vem debatendo há muitos anos. "Veja por exemplo há quanto tempo nós temos levantado no Parlamento esse debate e apresentado CPI’s (Comissões Parlamentares de Inquérito) às mais diversas áreas (Sonangol, BESA, Fundo Soberano, Dívida Pública,…) e todas estas iniciativas de combate à corrupção são anteriores ao governo de João Lourenço! Mas foi importante o Presidente da República abraçar o combate à corrupção como uma prioridade de governação".

Segundo o político, a UNITA tem apontado o dedo ao facto deste combate não ser universal e ter protegidos e alvos escolhidos. Continuou afirmado que essas escolhas e protecções acabam por retirar eficácia e credibilidade às estratégias governamentais. Como consequência negativa o fraco balanço do combate à corrupção.

"A aprovação de uma Lei de Repatriamento de Capitais por parte do MPLA, onde o Estado não recebe um único kwanza do dinheiro desviado, em caso de repatriamento, é um incentivo ao roubo e à corrupção e essa lei é uma proposta do governo de João Lourenço. O mais grave foi terem aprovado a lei e não a terem regulamentado até ao fim do chamado período de graça. Porque age desse modo" interrogou. "Certamente porque está a proteger muita gente que tem assento no governo e nas estruturas do seu partido", disse.

Autarquias

Mas há mesmo a impressão de que a oposição anda adormecida, questionou o Correio Angolense. Ao responder Adalberto da Costa Júnior, disse: "Se afirmação fosse totalmente verdadeira, o MPLA não teria tanto medo de realizar as eleições autarquias, não precisaria de impor um presidente para a CNE contestado por toda a gente, nem precisaria de usar os serviços de inteligência para proteger os seus interesses e sempre que possível atacar lideranças capazes de conduzir à alternância.

"Por outro lado fico por vezes com a impressão de que o nosso jornalismo investiga pouco. Os PIIMS têm sido alvo de imensíssimas exposições, intervenções críticas, fiscalizações, conferências de imprensa e mesmo assim acha que tem havido silêncio" , descordou.

Com: Luanda Post

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Por: Redacão

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